domingo, fevereiro 11, 2007

Poderá o carapau estar em declínio na plataforma galega?
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Os armadores de arrasto e de cerco galegos, mostraram preocupação pela descida das capturas de carapau na Galiza.
Nas lotas de Muros, Portosin e Ribeira contabilizaram a venda de 11.000 ton. Em 2004, passando a 8.800 ton. Em 2005 e caíram para 8.100 ton. Em 2006.
Para controlar a recuperação da espécie e fazer o seu preço estabilizar na lota, já em Junho e Dezembro de 2005, os armadores do arrasto e cerco, acordaram limitar as capturas até 4.500 kg./porto/dia. Em Fevereiro de 2006 a conselheria de Pescas fez sair uma lei com estas limitações de capturas para vigorar por 3 meses, de 1 de Março a 31 de Maio, mas que continua a vigorar até hoje perante as evidências das capturas.
Mas também aqui os portugueses têm uma palavra a dizer pois há arrastões portugueses que estão autorizados a pescar em águas galegas.
E aqui começam as reservas quanto aos portugueses porque os galegos não pescam durante o fim-de-semana, mas o mesmo não se passa com os arrastões portugueses que não têm essas limitações tanto de quantidade pescada como de pesca ao fim-de-semana.
Os armadores do porto Coruñés de Ribeira, são os primeiros a liderar as criticas incentivando a cons. De Pescas a proibir também os portugueses a acompanhá-los na protecção da espécie.
Porém os portugueses, como bons destruidores de todas as reservas marinhas, (só param quando nada mais há para pescar), fazem orelhas moucas aos apelos dos seus camaradas galegos.
È pena que haja cidadãos que sejam tão pouco conscientes da fiabilidade dos recursos e adoptem a táctica do “Quem vier atrás que feche a porta”.È tempo dos pescadores lusos se consciencializarem que os recursos marinhos são de todos e não só de alguns!

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