quinta-feira, setembro 13, 2007

Para falar sobre o porto da Figueira da Foz e as obras a que foi e está a ser sujeito....,
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incluindo a Doca da Figueira onde se situa a actual “marina” é necessário recuar alguns séculos.
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A velha “Barra de Buarcos” tem constituído um problema que no decorrer dos tempos e tem dado origem a numerosos estudos, fundamentando numerosos anseios, conhecido várias realizações, algumas das quais, valha a verdade, menos adequadas.
A evocação de um longo passado apoiou sempre muitas aspirações. O próprio rio Mondego serviu, em épocas recuadas, a navegação fluvial. A esta se referiam já Estrabão na sua “Geografia” e Edrisi. Este, quando fala de Coimbra, salienta que para seguir do burgo até Santiago de Compostela o viajante deve alcançar Montemor e aí tomar navio que o leve ao destino.
Jaime Cortesão menciona os portos fluviomarítimos de Montemor, Coimbra e até Soure, onde ancoravam árabes e normandos com mercadorias. É ainda o autor de “Os factores democráticos na formação de Portugal” que põe em destaque o estuário do Mondego, nos primórdios da nacionalidade, como o centro mais importante de comércio marítimo. Em foral de D. Manuel ( 1516 ), estabeleciam-se dízimas a cobrar relativamente ás mercadorias que se movimentavam no porto.
O pescado, constituía receita partilhada entre o cabido de Coimbra, os mosteiros de Santa Cruz e de Lorvão e os franciscanos do convento de Santo António da Figueira.
Com a Restauração, o porto conheceu grande desenvolvimento, confirmado pelo volume de receitas da alfândega.
Entretanto a “Barra de Buarcos” acusava notório assoreamento e quando em 1771 a Figueira foi elevada á categoria de vila, o seu estado tornara-se extremamente grave. Adolfo Loureiro na sua conhecida “Memória sobre o Mondego e a barra da Figueira” ( 1874 ) viria a escrever, comentando tal situação que : « O porto caíra em tal descrédito que nas praças estrangeiras não se contratava seguro para navios que o demandavam nem para cargas que lhe eram confiadas senão por um preço exorbitante.
*Continua*

quarta-feira, setembro 12, 2007


Local : Lota da Figueira da Foz
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Aspecto das águas cristalinas que se podem encontrar numa lota perto de si!
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Local : Lota da Figueira da Foz
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Na superfície da água pode-se ver claramente combustível !
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Na rampa lateral, poderá ver-se um exemplo daquilo que é a higiene de umas instalações pertencentes ao estado português e que funciona com produtos alimentares!
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Como se costuma dizer, "Uma imagem vale mais do que mil palavras".
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quinta-feira, agosto 30, 2007


Com limos mais ou menos secos e pedras soltas, ainda se consegue passar, com um minímo de segurança.
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Mas com limos molhados é queda pela certa!
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Foram empurrados para o lado esquerdo da doca, onde para saltarem, de e para dentro dos botes, rezam primeiro um padre-nosso antes de escorregarem nas pedras soltas cheias de limos e partirem a cabeça ou alguma costela, no mínimo!.A consideração destes "gestores públicos" pelos pescadores que deram vida a Buarcos e depois á Figueira, está bem patente nas condições a que obrigam velhos a fazerem "rapel" subindo ou descendo a rampa em condições mais do que precárias enquanto transportam ao mesmo tempo apetrechos de pesca ou, como neste caso, o depósito de gasolina.Porque a segurança dos apetrechos, motor e depósito respectivo é reduzido a zero, o mesmo tem que ser retirado diariamente, pois nem um posto da GNR-Guarda fiscal, ASAE e Polícia Marítima a poucos metros, conseguem travar os roubos de gasolina!
Mas em verdade se diga que os mesmos não estão ali para proteger embarcações mas sim incumbidos de fiscalizar e vigiar uma fronteira de Portugal.
O seu serviço é fiscalizar os iates que chegam ou saem da Figueira!.Caros srs do IPTM, exige-se que respeitem os que praticam a pesca artesanal e os pescadores que a praticam, descendentes directos daqueles que fizeram de Buarcos e Figueira aquilo que elas são hoje!.
Mas este caso tem ligações com outro protagonizado pela Câmara Municipal.
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Estes pescadores pagam impostos!
.Como cidadãos, tal como outros que dependem das condições oferecidas pelo estado para executarem o seu trabalho diário, têm direito a que o mesmo estado (neste caso o IPTM, que tem a concessão da Doca da Figueira e a Câmara a quem pagam impostos), lhes proporcionem as melhores condições possíveis para exercerem o seu trabalho!
O que manifestamente não acontece, tornando-se assim juridicamente responsáveis directos por qualquer acidente a que os pescadores profissionais, possam estar sujeitos.

É inadmissível que o Presidente da Câmara da Figueira da Foz, nada faça para resolver este caso de desprezo por cidadãos que moram no seu concelho! .Homens de 80 anos obrigados a serem "alpinistas" correndo diariamente riscos de vida em consequência de quedas, são resultado de actos de má fé.

O IPTM pretende (já por várias vezes dito), correr com os pescadores também deste lado da doca, para poder expandir a marina, que mais não é do que um parque de estacionamento marítimo e um stand de vendas!

PRAIA DE BUARCOS.

Antes do advento dos motores fora de borda era aqui que amaravam os botes dos pescadores da pesca artesanal de Buarcos atravessando as vagas provocadas pelos baixios ou "coroas de areia.

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Com motores e para evitar o perigo de muitas vezes, para chegar a terra, o terem que fazer entre o intervalo das vagas, começaram a procurar a segurança da Doca da Figueira, situada no lado norte do rio, para aí "fundear" os botes naquela que é agora a marina.

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Aí ficaram num local que lhes pertencia por direito natural, até que um novo "dono", o IPTM se apoderou de um equipamento que foi construído com dinheiros públicos e destinado a servir os figueirenses a pesca profissional e a de comércio servindo de alavanca para criar riqueza para a sua região.

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Aquilo que deveria servir para usufruto de todos, transformou-se num negócio altamente lucrativo de meia dúzia, com evidentes ligações a partidos políticos!
.Depois desse "Instituto Público” com contas privadas, se servir dos pescadores artesanais para viabilizar a marina pois autorizavam-nos a atracar na mesma obrigando-os a pagar anuidades de várias dezenas de contos de reis, sem que lhes fossem passados recibos desses pagamentos.
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Até que, quando tiveram “clientes” para pagarem anuidades de maior valor, expulsaram da marina os pescadores que passaram a fundear no lado oposto da doca, nas condições que se podem ver a seguir!

O que saberá de pesca um ministro do sector?
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Licenciado em economia, industria alimentar, porta-voz do comité Especial da Agricultura, quadro superior do mesmo ministério com vários estudos publicados sobre a temática da agricultura, PAC e Política Comercial e Industria Alimentar.
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O que perceberá de pesca, um secretário de estado adjunto, licenciado em finanças pelo ISE, técnico superior e chefe de divisão da ex Junta Nacional dos Produtos Pecuários, director de serviços do INGA, vogal do conselho de administrador do IFADAP e Director Comercial da “Delta Cafés”?
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Alguém me elucida porquê sai do estado para os “cafés”, voltando ao Estado quando o PS subiu ao Governo.
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E logo para as pescas das quais nada consta no seu currículo profissional?
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Alguém me poderá informar quem no Ministério da Agricultura percebe de pescas?
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Em 2004 após as eleições para o Parlamento Europeu, foi eleito para Comissário da Pesca e Assuntos Marítimos o Sr. Börg , pasta essa que verificando-se a importância cada vez maior do sector das pescas e aquicultura tanto no controlo de stoks de várias espécies que já apresentavam nºs críticos no que diz respeito ao limiar da linha que determina a sustentabilidade das mesmas!
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Nessa data era o bacalhau a espécie em risco por pesca excessiva e Portugal foi um dos causadores.
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Entre 1994 e 1996 o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, condenou o nosso país por incumprimentos vários na gestão e controlo da quotas nas campanhas de pesca.
A importância das pescas na Europa está bem expressa no facto de que 40% do PNB da antiga Europa a 15 era gerada pelas regiões marítimas com a criação de mais de meio milhão de empregos directos.
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Reconhecendo a importância do sector marítimo no contexto do PNB da Europa, a CE separou a pesca da Agricultura!
Claro que mesmo colocados perante este facto, os "governantes" portugueses continuam adormecidos não reconhecendo a importância fundamental desta separação.
Tanto assim é que o célebre "Livro Verde da Política Marítima" que ainda não viu a luz do dia neste ano da graça de 2007, vai quase com toda a certeza ser uma cópia fiel, ou um plágio, do "Livro Verde" que os Galegos já colocaram em vigor no ano passado e que já vinha sendo preparado desde 2001 ainda com Fraga quando decidiu transformar a Conselleria de Pesca, Marisqueo e Aquicultura na nova Conselleria de Pesca e Assuntos Marítimos.
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Mas segundo o Eurostat , os “responsáveis” pelo sector em Portugal atestando a sua falta de capacidade de gestão e controlo das espécies, além de permitirem a sobre pesca e não procedendo a fiscalizações directas e fiscalizações cruzadas através de uma base de dados informatizada, teve como consequência directa da sua falta de capacidade de gestão, a diminuição entre 1995 e 2002 da produção total das pescas.
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Em Portugal, a média foi a mais baixa entre os países da Europa dos 25 confirmada nos dias de hoje pela falta crítica de determinadas espécies no litoral Português, especialmente em zonas que deveriam ser protegidas como “berçários” das espécies!

segunda-feira, agosto 27, 2007


Este é outro exemplo da limpeza existente na Lota da Figueira da Foz!
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"Propriedade", gestão com ordenados milionários e lucros geridos por elites escolhidas a dedo!
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Gestores seleccionadas por concurso em função da sua competência!
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Para um espaço que lida com produtos alimentares........
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e que se exige de uma limpeza a toda a prova, não está mal!
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Mas há mais!
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*Lota da Figueira da Foz. Espaço de limpeza e liberdade controlado pela gestão eficiente do IPTM.

De realçar que ao lado desta descarga de restos de peixe, existem recipientes para depósito de lixos diversos onde está bem patente um aviso. "Não deitar restos de Peixe".

Tal como qualquer excelente Instituto Público, a gestão e fiscalização, está dependente de cidadãos com consciência cívica!

Mas a explicação deverá estar na razão não dita, mas subentendida! A quantidade de sardinha espalhada no chão em frente aos armazéns de comerciantes de peixe é fruto de um acto caridoso!

Foi deliberadamente deitada para o chão como uma forma encapotada para alimentar as gaivotas!

Será a ASAE a ditar a última palavra?



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quarta-feira, maio 09, 2007

Morte de 2 pescadores a bordo de um navio bacalhoeiro.

Pode ler mais aqui (SUCESO EN EL PUERTO) .

domingo, fevereiro 11, 2007

Poderá o carapau estar em declínio na plataforma galega?
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Os armadores de arrasto e de cerco galegos, mostraram preocupação pela descida das capturas de carapau na Galiza.
Nas lotas de Muros, Portosin e Ribeira contabilizaram a venda de 11.000 ton. Em 2004, passando a 8.800 ton. Em 2005 e caíram para 8.100 ton. Em 2006.
Para controlar a recuperação da espécie e fazer o seu preço estabilizar na lota, já em Junho e Dezembro de 2005, os armadores do arrasto e cerco, acordaram limitar as capturas até 4.500 kg./porto/dia. Em Fevereiro de 2006 a conselheria de Pescas fez sair uma lei com estas limitações de capturas para vigorar por 3 meses, de 1 de Março a 31 de Maio, mas que continua a vigorar até hoje perante as evidências das capturas.
Mas também aqui os portugueses têm uma palavra a dizer pois há arrastões portugueses que estão autorizados a pescar em águas galegas.
E aqui começam as reservas quanto aos portugueses porque os galegos não pescam durante o fim-de-semana, mas o mesmo não se passa com os arrastões portugueses que não têm essas limitações tanto de quantidade pescada como de pesca ao fim-de-semana.
Os armadores do porto Coruñés de Ribeira, são os primeiros a liderar as criticas incentivando a cons. De Pescas a proibir também os portugueses a acompanhá-los na protecção da espécie.
Porém os portugueses, como bons destruidores de todas as reservas marinhas, (só param quando nada mais há para pescar), fazem orelhas moucas aos apelos dos seus camaradas galegos.
È pena que haja cidadãos que sejam tão pouco conscientes da fiabilidade dos recursos e adoptem a táctica do “Quem vier atrás que feche a porta”.È tempo dos pescadores lusos se consciencializarem que os recursos marinhos são de todos e não só de alguns!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Espanha apresa um barco português que pescava dentro das 12 milhas, em águas espanholas!

O Ministério da Pesca em Espanha, impôs ontem uma fiança de 50.000 ao presumível arrastão português de nome “Mar Vermelho” que foi apresado no passado sábado e conduzido até ao porto da Corunha. Segundo declarações do secretário de Pesca Marítima da Galiza, o arrastam encontrava-se a pescar frente a Caión, dentro das 12 milhas e sem licença para isso.
Na Galiza, entre a classe pesqueira há bastante animosidade contra os pescadores portugueses porque enquanto os galegos têm quotas de pesca e paragens biológicas pêra conseguir manter os stocks das várias espécies de peixe a um nível mínimo, os portugueses autorizados a pescar em águas espanholas, nada respeitam e pescam onde e quando não o podem fazer!
Seria desejável que houvesse mais comunicação entre os pescadores e armadores portugueses e Galegos para evitar problemas maiores!
Bastam 10 minutos e 88 euros para conseguir uma bandeira de conveniência.

A pesca pirata é um flagelo que é comum a todos os mares do planeta mas são o Pacífico e Indico os mais castigados.
Calcula-se que 20% de peixes e mariscos de preço mais caro, que estão no mercado, são provenientes desta prática de pesca e em países com menor desenvolvimento e com grandes dificuldades de fiscalização das suas águas, essa percentagem sobe para 50%.
É por isso uma epidemia que devasta os mares, causa sérios prejuízos económicos e constitui um insulto maior quando as vítimas são países em vias de desenvolvimento.
Por isso esta reunião é tão importante!
BRUXELAS ADMITE FRACASSO PARA PARAR PESCA ILEGAL.

Santiago de Compostela (Galiza) foi há 5 anos o cenário onde se discutiu e assinou o plano actual de luta contra a pesca ilegal, não regulamentada e não documentada ( IUU são as siglas em inglês ) que guia as actuações da EU nesta matéria.
Santiago é novamente um marco de referência nesta matéria. É na capital Galega que as autoridades de pesca de 18 países da EU debatem um documento de trabalho que se espera que venha a converter-se nas principais directrizes da luta contra estas práticas piratas que fazem perigar a sobrevivência das espécies.
Por causa de lacunas detectadas nas anteriores normativas, juízes em países como Alemanha, Holanda e Espanha tiveram ficaram impedidos de aplicar sanções em barcos apresados por pesca ilegal.
Este documento que será presente a Conselho de Ministros da EU a meados do ano, vai impedir o acesso destes barcos, aos portos e ao mercado comunitário da EU.Será somente autorizado o acesso a barcos que possam provar a origem das capturas e a sua legalidade.